Por Que Tomar Banho Com 7 Pedras De Sal Grosso? Qual Explicação Dos Sete?

Tudo na Umbanda gira em torno da cabalística do sete. Deus fez o mundo em sete dias, temos sete dias na semana, sete cores do espectro solar, sete arcanjos, o sete vezes setenta e sete – referência do Mestre Jesus ao perdão, sete Linhas de atuação, sete ordens celestiais, sete ervas de cada Orixá, sete noites de cada fase da lua e assim vai.
Todos os banhos direcionados com sal grosso envolvem também o sete, sete pedras ou sete punhados. O sal é condensador de energia natural, além de ser um forte combustor, sendo utilizado desde os primórdios da humanidade como fonte de riqueza natural. Na Umbanda, ele se torna um excelente canalizador e descentralizador de energias, servindo tanto para magnetizar, como para desmanchar, assim, os Guias utilizam este fabuloso elemento para descarregar as energias negativas ao nosso redor, como também usam para intensificar o nosso magnetismo positivo.

Flávio Ferreira
Diretor de Liturgia

Liturgia sobre Ogum

“A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu
nome e em nome de seu Evangelho” – Caboclo Tupinambá.

A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS – CAPÍTULO XIX – A FÉ RELIGIOSA.
CONDIÇÃO DA FÉ INABALÁVEL – EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO

6. Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas especiais, que constituem as diferentes religiões. Todas elas têm seus artigos de fé. Sob esse aspecto, pode a fé ser raciocinada ou cega. Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão.
Levada ao excesso produz o fanatismo. Assentando no erro, cedo ou tarde desmorona; somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do
progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana. Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade; preconizar alguém
a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.

7. Diz-se vulgarmente que a fé não se prescreve, donde resulta alegar muita gente que não lhe cabe a culpa de não ter fé. Sem dúvida, a fé não se prescreve, nem, o
que ainda é mais certo, se impõe. Não; ela se adquire e ninguém há que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários. Falamos das verdades espirituais básicas e não de tal ou qual crença particular. Não é à fé que compete procurá-los; a eles é que cumpre ir-lhe ao encontro e, se a buscarem sinceramente, não deixarão de achá-la.
Tende, pois, como certo que os que dizem: “Nada de melhor desejamos do que crer, mas não o podemos”, apenas de lábios o dizem e não do íntimo, porquanto, ao dizerem
isso, tapam os ouvidos. As provas, no entanto, chovem-lhes ao derredor; por que fogem de observá-las? Da parte de uns, há descaso; da de outros, o temor de serem forçados a mudar de hábitos; da parte da maioria, há o orgulho, negando-se a reconhecer a existência de uma força superior, porque teria de curvar-se diante dela.

Em certas pessoas, a fé parece de algum modo inata; uma centelha basta para desenvolvê-la. Essa facilidade de assimilar as verdades espirituais é sinal evidente de
anterior progresso. Em outras pessoas, ao contrário, elas dificilmente penetram, sinal não menos evidente de naturezas retardatárias. As primeiras já creram e
compreenderam; trazem, ao renascerem, a intuição do que souberam: estão com a educação feita; as segundas tudo têm de aprender: estão com a educação por fazer. Ela,
entretanto, se fará e, se não ficar concluída nesta existência, ficará em outra.
A resistência do incrédulo, devemos convir, muitas vezes provém menos dele do que da maneira por que lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, base que é
a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é deste século, tanto assim que precisamente o dogma da fé cega é que produz hoje o maior número dos incrédulos, porque ela pretende impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio. É principalmente contra essa fé que se levanta o incrédulo, e dela é que se pode, com verdade, dizer que não se prescreve. Não admitindo provas, ela deixa no espírito alguma coisa de vago, que dá nascimento à dúvida. A fé raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa. A criatura então crê, porque tem certeza, e ninguém tem certeza senão porque compreendeu. Eis porque não se dobra. Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.

OGUM NA UMBANDA

Inicialmente devemos perder de vista a ideia preconcebida de que Ogum seja um ser individualizado, personificado na figura de um santo. Ogum não é um ente; é uma vibração divina, um Orixá. Uma das sete vibrações originárias emanada diretamente de Deus. Ogum é a vibração que nos impulsiona à luta, às guerras, é a nossa coragem, o nosso ânimo para vencer as constantes batalhas que travamos em nosso cotidiano. Ele nos move, é a direção para o campo íntimo e verdadeiro, é a força que nos dá a esperança e nos anima para continuar a viver, sobrevivência. É invocação para vencer demandas, desfazer malefícios causados por espíritos de baixo grau evolutivo, para
acender a chama da fé.

No campo dos fenômenos naturais, a vibração Ogum é a que está ligada ao fogo em todas as suas manifestações. No campo da divindade ele está ligado ao elemento da natureza chamado: SER HUMANO. Além disso, Ogum também está ligado aos metais em geral, sendo que o ferro e o aço puro são consagrados à vibração, na conta de metais sagrados. Seu dia 23 de abril se dá ao sincretismo com São Jorge, sua cor é vermelha e na semana ele vibra na TERÇA-FEIRA. Suas principais ervas são: Espada de São Jorge, Romã (folha), Jurubeba, Comigo-Ninguém-Pode, Erva de Bicho, Losna e Cinco Folhas.
Ele é o Orixá Patrono da Umbanda, General de Umbanda, Chefe da Esquerda. Por estar ligado diretamente à essência divina e nós seres humanos, a Linha de Trabalho de
Ogum possui atuação em todas as vibrações originárias, sendo SETE vibrações que podem ser manifestadas na Umbanda tanto por seus Falangeiros, como pelos Caboclos
de Ogum, são elas:

OGUM DE LEI / MATINATA: Trabalha em vibração com Oxalá / Ibeijada;
OGUM BEIRA-MAR: Trabalha em vibração com Iemanjá;
OGUM MALEI / MALÊ: Trabalha em vibração com Xangô / Orientais;
OGUM ROMPE-MATO: Trabalha em vibração com Oxóssi;
OGUM IARA: Trabalha em vibração com Oxum / Iansã;
OGUM MEGÊ: Trabalha em vibração com Omulú / Almas e
OGUM DE RONDA: Trabalha em vibração com Obaluiaê / Exú.

Os Caboclos de Ogum se manifestam de forma bem firme e rápida, marcando muito bem sua presença. Costumam bater uma das mãos no peito e emitir um brado bastante sonoro. Em seus trabalhos aplicam passes de limpeza magnética e de energias revigorantes. Costumam aplicar os passes, portanto Espadas de São Jorge em suas mãos, que utilizam como condensadores e dispersores de energias. Na essência, as Entidades que trabalham nessa linha, assim como acontece em todas as demais, não têm necessariamente de ter tido encarnações como índios, pois “Caboclo” é um arquétipo. O que importa então é a capacidade de trabalho e a sintonia com a vibração da Linha.
Esses são os nomes mais comuns para os Caboclos de Ogum: Caboclo Rompe Mato, Caboclo Beira-Mar, Caboclo Sete Espadas, Caboclo Sete Estrelas, Caboclo Pena Vermelha, Caboclo Pena Azul, Caboclo Akuan, Caboclo Rompe Nuvem, Caboclo Icaraí, Caboclo Tamoio, Caboclo Sete Ondas, Caboclo Águia Solitária, Caboclo Lua Vermelha e Caboclo Lua Azul. Todos atuam em sintonia com o Campo do Humaitá, local de batalhas terrenas e espirituais.

Humaitá é uma palavra de origem indígena que quer dizer “pedra preta” ou “a pedra agora é negra”. Era o nome de uma fortaleza paraguaia, derrubada pelos brasileiros durante a Guerra do Paraguai, em 1868. Grande parte dos combatentes eram escravos negros. Conta-se que muitos haviam substituído os filhos dos seus donos no alistamento para o conflito. Quando retornavam, com o corpo mutilado pela lembrança e pela dor, esses escravos ganhavam a alforria de seus senhores e podiam gozar da liberdade. Esse combate foi muito marcante, tanto que o campo de batalha do Humaitá passou a ser visto como símbolo de vitória, lugar de vencer demandas e desafios. Afinal, aquela guerra não era deles, mas ainda assim eles combateram de peito aberto, sob a proteção de Ogum.

A palavra entrou para os Pontos Cantados de Umbanda e assumiu outro sentido, passou a ser um lugar sagrado, onde mora Ogum, porque havia sido uma terra de penas e de dor, mas também onde se provara a fé daquela gente. O nome indígena do lugar se deve à presença massiva de descendentes de escravos na região. Há vários pontos que fazem referência ao Humaitá, citando que lá Ogum jurou sua bandeira, deu mostras de sua fidelidade e de que nunca nos abandona, exemplo:

Beira-Mar auê, Beira-mar – Beira-Mar auê, Beira-mar.
Ogum já jurou bandeira, nos campos do Humaitá.
Ogum já venceu demanda, vamos todos sarava!
Ê Beira-Mar!

Portanto, Humaitá tem tudo a ver com a Umbanda. É um lugar de nome indígena para onde os negros escravos foram mandados a guerrear. Traz em si a força dos Caboclos e dos Pretos-Velhos. Mas acima de tudo, é uma terra onde reina Ogum, o combatente, o guerreiro, o vitorioso e nós estamos ligados diretamente a este campo de força. O campo do Humaitá está nós, nas nossas batalhas, nas nossas lutas, na nossa fé, na nossa perseverança, por isso OGUM vibra em todos nós.

Ogunhê! Patacuri Ogum!

VEREDA DA LUZ – CASA ESPIRITUAL
28/08/2017
Flávio Ferreira Costa
Diretor de Liturgia

Cromoterapia na Vereda da Luz

1. VERMELHO – O tratamento controla e estimula o chacra FUNDAMENTAL (BÁSICO), situado no cóccix (base da espinha), e os membros inferiores. Governa a vitalidade do corpo físico, particularmente a criativa e os processos de restauração e faz com que a adrenalina seja liberada no sangue. Os corpúsculos de hemoglobina multiplicam-se no sangue e, com o acréscimo de energia liberada, a temperatura corporal sobe, revigorando a circulação e dissipando a lassidão e as doenças formadoras de muco, inerentes aos resfriados e gripes crônicas. Normalmente termina-se o tratamento com luz VERDE ou AZUL, para neutralizar efeitos indesejáveis. APLICAÇÕES: moléstias do sangue, anemia, debilidade física, lassidão, resfriados, deficiências circulatórias, paralisia, pressão baixa, dores de cabeças devido a congestionamentos, tuberculose, intestino preguiçoso, baixa libido, cansaço, debilidade mental, estimulante da força de vontade e coragem, medo e depressão. Tem ação expansiva e deve ser evitado em casos de pressão alta.

2. LARANJA – O tratamento controla e estimula o chacra UMBILICAL, situado entre o pâncreas e o baço. Liberta as funções corporais e mentais, alivia as repressões. Combina a energia física pela qual tem sido chamado “raio da sabedoria”. Auxilia o processo de assimilação das essências dos alimentos, processos distribuidores e circulatórios. APLICAÇÕES: asma crônica, febres, bronquite, tosse solta, gota, reumatismo crônico, inflamações renais, pedras na vesícula biliar, prolapso, pulmão, problemas na base das costas, suspensão e dores da menstruação, debilidade mental, epilepsia, cólera, estimula o apetite, a procriação e a sensualidade, induz a compreensão e a tolerância. Tem ação expansiva e deve ser evitado em casos de pressão alta.

3. AMARELO – O tratamento controla e estimula o chacra ESPLÊNICO (PLEXO SOLAR), situado na região do ventre, o grande cérebro do sistema nervoso. Auxilia e controla a purificação do processo do sistema digestivo e limpeza de nosso maior órgão, a pele. Tem influência sobre as funções eliminadoras do fígado e dos intestinos. Tem um efeito enriquecedor sobre o intelecto. Os raios amarelos são animadores, inspiradores e vitalmente estimulante para a mente superior, as faculdades do raciocínio. Favorece o autocontrole através da iluminação. APLICAÇÕES: perturbações estomacais, indigestão (azia e azedume), constipação, flatulência, males do fígado, diabetes, hemorróidas, eczemas e doenças da pele, lepra e exaustão nervosa, hérnia, reumatismo e artrite. Auxilia no tratamento da paralisia, visto que esta moléstia é, antes de tudo, proveniente do cérebro ou dos nervos que controlam os membros. Depois do BRANCO, o AMARELO é a cor mais próxima dos raios solares, em brilho e matriz, e assim, quase sempre, tem um efeito estimulante sobre nosso humor, proporcionando uma atitude harmoniosa em relação à vida, com senso de equilíbrio e otimismo.

4. VERDE – O tratamento controla e estimula o chacra CARDÍACO, situado no centro do coração. Sua influencia sobre o sistema nervoso é calmante. Aumenta as vibrações harmônicas dos pensamentos trazendo paz aos sentidos. É neutro e é o ponto de equilíbrio. APLICAÇÕES: perturbações do coração, pressão arterial alta, úlceras, câncer, furúnculos supurados. Eficaz também para aliviar dores de cabeça, as nevralgias, a gripe, a sífilis e as erisipelas. O verde é indicado contra determinados tipos de medo, medo de se dar, medo de envolvimento ou de ser magoado e tratamento que envolve repressão das mais diversas emoções.

5. AZUL – O tratamento controla e estimula o chacra LARÍNGEO, ou centro da garganta, designado freqüentemente como o centro do poder e o maior centro criativo do corpo humano. É um dos maiores anti-sépticos do mundo. É calmante e promove a descontração, além de transmitir à mente preocupada, excitada, ou em constante estado de nervos, uma grande serenidade e paz. Antes de se tratar de qualquer doença especifica, o paciente deve universalizar a própria consciência, depois visualizar-se inundado de luz AZUL – Jwala Prasada, curador indiano, comenta sobre a febre: “Esta doença variada no seu caráter é responsável pelo maior quinhão da mortalidade dos seres humanos”. Na maioria dos casos, a causa é a mesma, a saber, o aumento do VERMELHO no organismo. Às vezes afeta o cérebro e nesse caso chama-se febre cerebral; às vezes ataca os intestinos e chama-se tifo; ou ainda, quando ataca o fígado, chama-se febre biliar. Em outras ocasiões, afeta o corpo inteiro, com comprometimento parcial e mudanças súbitas de temperatura, e chama-se febre intermitente. ÀS vezes o organismo encerra matéria má e a natureza tenta expeli-la é o processo que ela emprega é a febre (esta teoria está de acordo com os ensinamentos da arte MAHIKARI, que é uma prática de energização por imposição das mãos), por meio da qual força a tal matéria a sair do corpo, como no caso da varíola, da escarlatina e da erisipela. Existem também as febres mucosas, que secam o muco e são conhecidas como influenza, tosse comprida, crupe; podem ser descritas de diversos modos, mas todas elas são devidas ao inconveniente aumento de VERMELHO e a única meta deve ser reduzir o excesso dessa cor no organismo doente, elevando ao máximo a cor AZUL.

5. AZUL – APLICAÇÕES: tratamento de qualquer tipo de infecções onde haja febre, todas as doenças da garganta, na maioria das doenças infantis, como caxumba e sarampo, bócio, rouquidão, dentição, abscesso, inflamação do cérebro, febres (remitentes, intermitentes, maleitosas, eruptivas), escarlatina, tifo, tifóide, cólera, peste bubônica, rubéola, varíola, aftas, apoplexia, histeria, epilepsia, palpitações, espasmos, reumatismo agudo, vômitos, purgações, sede, disenteria, diarréia, icterícia, biliosidade, cólica, intestino inflamado, olhos inflamados, coceiras, dor de dente, dor de cabeça, desordens nervosas, insônia, menstruação dolorosa, traumas, hemorróidas sangrentas, queimaduras, hidrofobia, picadas de toda espécie, auxilia no tratamento do HIV e aumenta a imunidade a todo tipo de influências. Auxilia em problemas da fala, e, é extremamente poderoso para restaurar a paz e a tranqüilidade onde haja excesso de excitação, estresse ou histeria.

6. ÍNDIGO – O tratamento controla e estimula o chacra FRONTAL, localizado no centro da testa, denominado comumente de “terceiro olho”.É o controlador da glândula pineal, governa a visão física e a visão superior, o ouvido e o olfato. O ÍNDIGO, pelo seu efeito na mente, tem afinidade com sua cor complementar, o AMARELO. É grande purificador da corrente sanguínea, além de um tremendo agente libertador e purificador da mente, controlador das correntes psíquicas do nosso corpo. O ÍNDIGO também pode produzir insensibilidade à dor e assim pode ter características anestésicas. APLICAÇÕES: todas as doenças dos olhos (cataratas, cegueira, inflamação nos olhos, granulações nas pálpebras, córnea ulcerada, etc.), do nariz (sangramento do nariz, etc.), do ouvido (dores de ouvido, surdez, etc.), e paralisia facial. Todas as provenientes dos pulmões (pneumonia, bronquite, crupe bronquial, tosse comprida, asma, tísica, dispepsia, etc.). Doenças nervosas, como: paralisia, convulsões infantis e também contra graves doenças mentais, incluindo obsessões e psicoses, assim como no trato de outras formas de insanidade. Atua como um bom refrescante, calmante e suavizante, baixando a pressão e estancando hemorragias.

7. VIOLETA – O tratamento controla e estimula o chacra CORONÁRIO, ligado a glândula pineal, centro intuitivo da percepção espiritual. É extremamente útil para pessoas que são, por natureza, extremamente tensas e nervosas, ou sofrem de neurose, sendo geralmente utilizado para tratar da turbulência de um temperamento artístico exacerbado. APLICAÇÕES: desordens nervosas e mentais, neuroses, nevralgias, ciática e doenças do couro cabeludo, meningite cérebro-espinhal, concussão, câimbras, reumatismo, tumores, fraquezas dos rins e da bexiga. É animador e purificador do sangue venenoso. Auxilia na compreensão espiritual quando mudanças realmente mais importantes ocorrem na vida. CROMOTERAPIA VEREDA DA LUZ A cor ROSA está associada ao carinho, ao relaxamento, a afetividade e a maternidade. O vermelho é o emblema do amor e do sangue, do fogo e de todos os ardores, quer se refiram a Deus ou à natureza. O branco, por sua vez, é a sabedoria e a pureza. A mistura dessas duas cores dá origem ao rosa, que exprime, portanto, o amor matizado pela constância, sangue frio, moderação e prudência. Diz-se que o rosa representa o amor e a sabedoria. O cor-de-rosa proporciona calor; seus tons mais pálidos podem ser relaxantes. Os tons róseos mais quentes têm um efeito positivo, e sob a sua influência as pessoas tornam-se ativas e desejosas de progresso. Combate à apatia e a indiferença pela vida. Rosa salmão Cor que significa a vibração do amor universal e do amor por si mesmo.

A vida de médium

Então sexta-feira ele saiu apressado do escritório. Antes de entrar no carro, recusou o convite para um chopinho com o pessoal de sua repartição. Ouviu uma ou duas gracinhas, mas nem se importou, já estava acostumado com aquela situação. Seus amigos não entendiam a tamanha dedicação que ele tinha por sua religião.

Chegou a sua casa e foi direto se preparar para o banho, seus pensamentos já estavam todos focados no que aconteceria naquela noite. Passou pelo quintal e pegou uma vasilha com um líquido de ervas dentro. Ele havia preparado no dia anterior, e deixou lá tomando sol e sereno. Alguém lhe dissera que isto potencializava a energia daquele macerado. Banho tomado, líquido com as ervas no corpo derramado, e lá estava ele. Já nem parecia mais o executivo de terno e gravata, celulares e compromissos importantes. Todo de branco, cabelo sem gel e uma felicidade estampada no semblante. Beliscou um pedacinho de pão caseiro que estava sobre a mesa, pois naquela noite não iria jantar. Olhou no relógio como quem calcula minuto por minuto para não se atrasar. Coração já começara a bater mais forte, pois a semana inteira esperou por este dia. Voltou ao quintal e entrou em algo que parecia um quartinho. No local, em cima de algumas prateleiras forradas com toalhas brancas, imagens, pedras, velas, incensos e um curioso bem estar. Acendeu uma vela branca bem ao centro, fez suas orações pedindo à espiritualidade que lhe acompanhasse. Olhou para a imagem de um índio que estava na prateleira ao lado, e, em silêncio, como quem fala com o olhar, pediu para ele também lhe acompanhar. Bateu a cabeça naquele altar, respirou fundo e sentiu as batidas de seu coração aumentar.

Logo já estava lá, uma casa simples, porém, muito bem organizada. Na entrada se curvou como quem cumprimenta alguém. Abraçou seus amigos, pediu a benção para um senhor, guardou uma mochila que trazia com ele. Bateu a cabeça em algo muito parecido com o altar que ele tinha em sua casa, mas bem maior. Posicionou-se como que fazendo parte de um círculo de pessoas. Todos em silêncio, em oração. Estava ele em uma corrente de irmãos. Fora da corrente, pessoas se acomodavam em bancos. Novos, velhos, pobres, ricos, brancos, pretos e amarelos. Não havia distinção. Todos seriam atendidos naquela noite. O toque do tambor demonstra que está começando a reunião. Reunião de pessoas encarnadas e desencarnadas, em nome do amor. Uma lata perfurada, com ervas sobre a brasa, é passada de um lado para outro. Nesta hora seu coração ficou sereno. Não está mais ansioso, está entregue de corpo, alma e pensamento. Pedindo a Deus que faça dele seu instrumento.

Mais adiante, depois de algumas canções e palmas, ouve-se uma letra que fala das matas, dos nativos da floresta. Seu pensamento se volta até a imagem do índio com quem trocou olhares em sua casa. Sente então uma presença ao lado, e mesmo sem nada ver, sabe que é ele que está ali. Sabe que ele lhe escutou, atendeu seu pedido e lhe acompanhou. Nesse momento seu coração novamente disparou. Toda a espera da semana, as preparações que antecederam este momento e a recusa do chopinho com o pessoal do seu departamento. Seu mentor unido a ele espiritualmente para mais uma noite de caridade, mais uma noite cumprindo sua missão. Mais uma noite na vida de um médium de coração.

Escrito em 05/02/2011 por Ricardo Barreira

15 de Novembro – Aniversário da Umbanda

Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de abril de 1891, no distrito de Neves, município de São Gonçalo Rio de Janeiro. Aos dezessete anos quando estava se preparando para servir as Forças Armadas através da Marinha aconteceu um fato curioso: começou a falar em tom manso e com um sotaque diferente da sua região, parecendo um senhor com bastante idade. A princípio, a família achou que houvesse algum distúrbio mental e o encaminhou ao seu tio, Dr. Epaminondas de Moraes, médico psiquiatra e diretor do Hospício da Vargem Grande. Após alguns dias de observação e não encontrando os seus sintomas em nenhuma literatura médica sugeriu à família que o encaminhassem a um padre para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava que seu sobrinho estivesse possuído pelo demônio.

Procuraram então também um padre da família que após fazer ritual de exorcismo não conseguiu nenhum resultado. Tempos depois Zélio foi acometido por uma estranha paralisia, para o qual os médicos não conseguiram encontrar a cura. Passado algum tempo, num ato surpreendente Zélio ergueu-se do seu leito e declarou: Amanhã estarei curado. No dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido. Nenhum médico soube explicar como se deu a sua recuperação. Sua mãe, D. Leonor de Moraes, levou Zélio a uma curandeira chamada D. Cândida, figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto velho chamado Tio Antônio.

Tio Antônio recebeu o rapaz e fazendo as suas rezas lhe disse que possuía o fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar com a caridade. O Pai de Zélio de Moraes Sr. Joaquim Fernandino Costa, apesar de não freqüentar nenhum centro espírita, já era um adepto do espiritismo, praticante do hábito da leitura de literatura espírita. No dia 15 de novembro de 1908, por sugestão de um amigo de seu pai, Zélio foi levado a Federação Espírita de Niterói. Chegando à Federação e convidados por José de Souza, dirigentes daquela Instituição sentaram-se à mesa. Logo em seguida, contrariando as normas do culto realizado, Zélio levantou-se e disse que ali faltava uma flor. Foi até o jardim apanhou uma rosa branca e colocou-a no centro da mesa onde se realizava o trabalho. Tendo-se iniciado uma estranha confusão no local ele incorporou um espírito e simultaneamente diversos médiuns presentes apresentaram incorporações de caboclos e pretos velhos.

Advertidos pelo dirigente do trabalho a entidade incorporada no rapaz perguntou:

“-Por que repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Seria por causa de suas origens sociais e da cor”?

Após um vidente ver a luz que o espírito irradiava perguntou:
-Por que o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome meu irmão”?
Ele responde:
Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que pretos e índios poderão dar sua mensagem e, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja este: “CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS”, porque não há caminhos fechados para mim.
O vidente ainda pergunta:
-Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?

Novamente ele responde:
-Colocarei uma condessa em cada colina desta cidade que atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei”.

Depois de algum tempo todos ficaram sabendo que o jesuíta que o médium verificou pelos resquícios de sua veste no espírito, em sua última encarnação foi o Padre Gabriel Malagrida.

No dia 16 de novembro de 1908, na Rua Floriano Peixoto, 30 – Neves – São Gonçalo – RJ, aproximando-se das 20:00 horas, estavam presentes os membros da Federação Espírita, parentes e vizinhos e do lado de fora uma multidão de desconhecidos. Pontualmente as 20:00 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas desceu e usando as seguintes palavras iniciou o culto:
– Aqui se inicia um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, sexo, credo ou posição social. A pratica da caridade no sentido do amor fraterno será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como mestre supremo Cristo.

Em outubro de 1941, reuni-se o 1º Congresso de Espiritismo de Umbanda, presidido por Zélio Fernandino (neste congresso recebemos a mensagem das Sete Lágrimas de um Preto-Velho trazida por Pai Antônio). Outros congressos aconteceram, posteriormente, e retiraram acertadamente o nome espiritismo que, de fato, pertence aos espíritas brasileiros, os quais seguem a respeitável doutrina codificada por Alan Kardec. Em suma, o espírita pratica o espiritismo; na Umbanda pratica-se o Umbandismo.

Antes de ser umbandista eu não era nada

Antes de ser umbandista eu não era nada,
pois não conhecia o amor de Oxum e a alegria das Ibeijadas.

Antes da umbanda eu tinha medo e me sentia sozinho
achava que era só mais um
pois eu não conhecia a força e a fé em Ogum.

Minha vida era um livro em branco, sem tema
eu não sabia quem era Oxossi e nem os Caboclos da Jurema.

Não conhecia a justiça de Xângo, a beleza de Iansã
não tinha fé nas curas milagrosas,
afinal de contas, eu não conhecia Omulu, Obaluaê e nem Nanã Buruquê.

Quando conheci os Pretos-velhos
eles me disseram para acreditar em Zambi e pedir a Oxalá
e se ocê fô na praia fiaco, leva frô pra Iemanjá

Defumei, zamburei, saravei, batuquei e la na gira
como eu girei.

Pedi licença a Exu, guerreiros guardiões, sentinelas do astral
pois tambem neles enxerguei muita luz.

Antes de ser umbandista eu não era nada
mas na umbanda eu encontrei Jesus.
(Gustavo Monteiro)