Omolu na Umbanda

Não raro, discriminado em muitos Terreiros de Umbanda, Omolú é cultuado como o Orixá residente no cemitério que é o responsável pela triagem dos mortos. Normalmente quando um médium incorpora sua irradiação, tem sua cabeça coberta por um pano em sinal de tradição e respeito, pois o falangeiro geralmente nunca mostra o rosto em razão de suas feridas, algo que é explicado pela sua mitologia. Os Exús que atuam no cemitério lhes devem obediência. A falange mais conhecida é a dos CAVEIRAS, empregados diretos da influência deste Orixá. Anteriormente muito temido atualmente reverenciado na maioria dos Terreiros de Umbanda.

No dia de finados, é fundamental que o Umbandista, ao realizar o culto ao Orixá Omolú, vibre seus pensamentos nos antepassados, seus parentes desencarnados e as pessoas mais caras que partiram, solicitando que ilumine a todos, pois se algum deles estiver precisando de ajuda por estar perdido nas suas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz, pode ser oportuno de acontecer este resgate, e, aquele que já esteja em situações privilegiadas, então se sentirá gratificado pelas vibrações, além de ser o momento de demonstrar gratidão aos antepassados que promoveram a sua passagem presente.

Entendemos que ele é a divindade do “FIM”, logo ele não está presente apenas na tão temida morte física. Sua vibração se faz presente centena de vezes durante nossa vida, por exemplo, o fim de um relacionamento amoroso é o rompimento de cordões emocionais e o fim de um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a sua vibração para encaminhar os envolvidos em seus caminhos individuais.
Assim também nas mudanças de emprego, de moradia, fim de amizade, etc.