Liturgia sobre Xangô das Cachoeiras

24/06 – DIA DE XANGÔ – Na nossa casa celebramos os dias 24 de junho e 30 de setembro em oferendas a Xangô. No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Já na cachoeira o sincretismo foi com São João Batista, por causa do batismo a Jesus, por lavar sua cabeça na água doce para se purificar.

Com o poder do fogo de Xangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho. Alguns dizem que São Pedro e São Judas Tadeu, por ter um livro na mão também pode sincretizar-se com Xangô ou que tem uma linha espiritual que atua nas correntes de Xangô, mas estes não se agregam em nosso Terreiro.

São João Batista nasceu no dia 24 de Junho. Era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. Nasceu com a missão de preparar o caminho para a chegada do Messias. Por esse motivo, a imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo, pois foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus, o Cristo Jesus. O santuário natural, sagrado, ponto de força e habitat, aonde se costuma depositar oferendas é no alto de uma pedreira ou na cachoeira. Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.

Neste dia, devemos acender uma vela marrom, oferecendo junto um copo de cerveja escura, “exclusivamente no lar”. Pedindo misericórdia e justiça divina sobre nossas vidas e sobre nosso lar.