Eu não sou bom, tenho ainda vários diabinhos em mim e alguns que insistem em não me deixar rs…Tenho sim, que me reencontrar com algumas pessoas que pelos meus erros eu as afastei, mas também tenho tantas outras que não hipótese, motivo ou razão em aceitá-las de novo ao meu lado na Vereda ou em minha vida.

Posso não entender de tudo na Umbanda, mas o que eu sei, garanto fazer por propriedade e não apenas pela percepção. Ao longo desses anos formei mais de 40 compromissados e centenas em corrente de Umbanda. Para mim UMBANDA TEM FUNDAMENTO, MAS ACIMA DE TUDO, TEM LÓGICA E É COERENTE.

Não há nada melhor e mais gostoso do que fazer a UMBANDA FEIJÃO COM ARROZ, simples, deliciosa e que nenhum brasileiro comum abre a mão de ter em seu prato. Umbanda é coisa séria para gente séria, assim disse o Caboclo Mirim, mas ela também é simples e tão simples para àqueles que só querem extrair o bom fruto dela, como simples é pegar as maiorias das frutas em seu pé, assim eu digo.

Nunca me atrevi a colocar a Vereda da Luz acima da minha base, porque assim eu aprendi com os Guias, mas também nunca a deixei em segundo plano e sempre a tive junto a minha base, tanto nas minhas obrigações espirituais, como com as minhas obrigações financeiras e materiais com a Casa. Daqui a exatos 30 dias, estarei completando duas coroas de compromisso e daqui a 70 dias será a vez da Michele completar as duas coroas dela, olhem bem como eu e ela fazemos a nossa Umbanda, toda vez que vocês ouvirem algo diferente do que praticamos, porque gente para contar histórias da carochinha tem muitos, mas eles só contam para quem tem interesse de ouvir. Continuamos eu e Michele, nesses mais de 15 anos de Vereda a sermos os mesmos que ouvimos e ensinamos o que sabemos, usem-nos a vontade para tirar qualquer dúvida ou para que possamos ensinar algo.

A minha Umbanda não é africana, eu não faço parte de uma religião afro descente, eu não sou ligado a sindicatos e assembléias de Umbanda e Candomblé, até porque Umbanda é Umbanda e Candomblé é Candomblé. Meus Orixás não são negros, minhas Iabas não são negros, meus Orixás não tem cor, não tem raça, não tem sexo, meus Orixás são os dedos de Deus na terra. Meus Orixás são divindades sagradas. A minha Guia não precisa de uma conta ou um fio específico, minhas Guias são iguais. O charuto do Caboclo pode ser reutilizado quantas GIRAS forem necessária, assim como a pemba, como o marafo. O Caboclo não tem coca visível, mas tem um coca espiritual. O Preto-Velho ainda não tem um chapéu visível, mas um dia ele terá, a criança como brigadeiro sim, toma guaraná porque é a água gasosa que ele conheceu, mas também toma suco de frutas, toma água. Quem disse que Boiadeiro tem que beber? Quem disse que o café hoje da Preta-Velha, não pode ser um delicioso vinho em dia de festividade? Quem disse que o Caboclo e o Preto-Velho tem que fumar? Quem disse que Caboclo não pode sorrir e que também não pode chorar?

Quem disse que os Guias não podem errar? Quem disse que os Guias podem mais que Oxalá? Que tudo posso com meu Orixá?

Quem disse que não sou luz, mas assim como ela acende, ela também pode apagar.

Eu sou o FLÁVIO e definitivamente não sou o Caboclo Tupinambá. Tenho muito orgulho, satisfação, felicidade, realização em tê-los (os Guias), ao meu lado, mas eu não sou eles, na verdade, cada um deles é que formam um pedaço de mim.

Eu sou de Umbanda porque nela eu sou feliz e ela me completa, além disso e tentar ser alguém através dela, MELHOR!

Que eu ainda possa olhar onde Oxalá olhe por mim, que eu possa andar onde Oxalá ande por mim, que eu possa tocar onde Oxalá toque por mim, que eu posso ouvir onde Oxalá ouça por mim, que eu possa sentir onde Oxalá sinta por mim, que eu possa irradiar onde Oxalá irradie por mim, que eu possa viver onde Oxalá viva por mim.

Flávio Ferreira
Diretor Liturgico

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